Inspirada por um texto de Régis Daian me pus a refletir, pela segunda vez nos últimos dias, a respeito de homens encantadores... carinhosamente apelidados no meu vocabulário, de príncipes.
Às vezes se é o príncipe de alguém e ponto. Se isso exige de você muito esforço, algo está errado... Não se deve sentir “responsabilidade” de ser o príncipe de alguém. Pessoas perfeitas não existem, e o Príncipe... De verdade...(rsrs) Só habita um lugar, e ele está tão, tão distante.
Saber mentir, abdicar de sua opinião, não são características de um príncipe. Ser quem você não é em prol da felicidade alheia, também não.
“Se a pessoa não te aceita e respeita como você é, ela não gosta de você e sim de uma idéia...” (RDC 2011)
O príncipe, está lá... Na ideia!
Se suas virtudes não contagiam quem está ao seu lado, realmente não há convenção. Quando amamos, acreditamos na verdade do outro, mesmo que essa verdade não seja fácil de entender. Uma vez que você “sente” o respeito e a lealdade que esta pessoa nutre em você, saberá consentir a contrariedade em seus ideais. Vincular vidas, não viver a do outro, unir idéias, mas não ser o ideal do outro. Uma cabeça para cada, cada um na sua, juntos.
O príncipe só é um príncipe porque inspira você a sentir coisas imaginadas. Jeitos, trejeitos e olhares, toques e atitudes, simbolizam, se esta pessoa é ou não, um príncipe para você. Ele só realiza em você o que você é capaz de sentir.
O mais interessante foi que, pensando estes dias, tive a certeza que existem príncipes por aí, e que se achávamos que apenas um “cara” pode ser o nosso príncipe, estávamos, no mínimo equivocadas. Cada mulher tem um príncipe... E pode tê-lo apropriadamente legítimo em seu ideal, mas ele só se materializará naqueles que lhe inspiram admiração, desejo e realização.
Acredito em príncipes, não só nos que conheci nos contos de fadas, mas principalmente nos que tive a graça de dividir meus sonhos e realizá-los, e que vi seguirem, sem deixar ruínas em meu castelo. Não vieram providos de guarda real nem vestimentas seculares, tampouco com um cavalo branco. Mas dispuseram das mais sutis qualidades de interação, de afeição e de emoção, fazendo-me sentir como uma princesa. Deixaram sua contribuição, para a minha ideal, real e infinita disposição de amar.
Pra mim, pra ti... Pra nós. Príncipes e princípios de ter um.
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