terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Maria Gasolina, sim, mas deixa que eu dirijo. =P

Gosto de dirigir, acredito que por genética mesmo... 
Não, minha mãe não guia carros, motos, tampouco bicicletas. Me lembro de quando ela aprendeu a andar, no beco atrás do prédio em que morávamos, no centro de São Paulo. Estava na época, com trinta e alguns anos. Na mesma época, ou década, ela se habilitou para dirigir carros. Isso porque sabia que era capaz, porque gostar, nunca gostou. Tanto que só tenho duas recordações de vê-la dirigindo. Em uma delas, uma estoria engraçada, com término do Monza Hatch, no mecânico. Na segunda e última vez, foi com minha tia, na praia do Laranjal, em Pelotas. 
Depois de vencida, sua carteira nunca mais foi renovada, e na verdade, ela nem queria que fosse. Sua irmã mais nova, uma das únicas habilitadas na família, dirige muito bem, obrigada. 
Mas a genética que puxei foi a da parte de meu pai mesmo. Todas as mulheres de sua família dirigem, e mais, dirigem BEM. Herdei seu gosto por carros, e gosto tanto de guiar, quanto de cuidar deles. 
No próximo inverno, terei de renovar minha habilitação e fico orgulhosa de ser uma boa motorista, assim como minha tia, que me ensinou a guiar, era. O primeiro carro que guiei foi o dela, um Corolla, com quatorze anos. Gosto de carrões, leia-se carrões no aumentativo mesmo, carro grande. Gosto mesmo, é de dirigir carros velhos. Adoro dirigir sozinha. Gosto de sentir a sensação que, só quem gosta de verdade, sabe como é. Dizem que dirijo como homem, e já que até mulheres dizem que homens dirigem melhor, posso ficar contente com dada comparação. Gostar de andar de carro não tem relação com gostar de guiá-lo. Aprecio bons motoristas, e acho até charmoso quem dirige bem... 
Mulher ao volante sim, com gosto e satisfação. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Le Prince

Inspirada por um texto de Régis Daian me pus a refletir, pela segunda vez nos últimos dias, a respeito de homens encantadores... carinhosamente apelidados no meu vocabulário, de príncipes.

Às vezes se é o príncipe de alguém e ponto. Se isso exige de você muito esforço, algo está errado... Não se deve sentir “responsabilidade” de ser o príncipe de alguém. Pessoas perfeitas não existem, e o Príncipe... De verdade...(rsrs) Só habita um lugar, e ele está tão, tão distante.
Saber mentir, abdicar de sua opinião, não são características de um príncipe. Ser quem você não é em prol da felicidade alheia, também não.  
“Se a pessoa não te aceita e respeita como você é, ela não gosta de você e sim de uma idéia...” (RDC 2011)
 O príncipe, está lá... Na ideia!
Se suas virtudes não contagiam quem está ao seu lado, realmente não há convenção. Quando amamos, acreditamos na verdade do outro, mesmo que essa verdade não seja fácil de entender. Uma vez que você “sente” o respeito e a lealdade que esta pessoa nutre em você, saberá consentir a contrariedade em seus ideais. Vincular vidas, não viver a do outro, unir idéias, mas não ser o ideal do outro. Uma cabeça para cada, cada um na sua, juntos.
O príncipe só é um príncipe porque inspira você a sentir coisas imaginadas. Jeitos, trejeitos e olhares, toques e atitudes, simbolizam, se esta pessoa é ou não, um príncipe para você. Ele só realiza em você o que você é capaz de sentir.
O mais interessante foi que, pensando estes dias, tive a certeza que existem príncipes por aí, e que se achávamos que apenas um “cara” pode ser o nosso príncipe, estávamos, no mínimo equivocadas. Cada mulher tem um príncipe... E pode tê-lo apropriadamente legítimo em seu ideal, mas ele só se materializará naqueles que lhe inspiram admiração, desejo e realização.
Acredito em príncipes, não só nos que conheci nos contos de fadas, mas principalmente nos que tive a graça de dividir meus sonhos e realizá-los, e que vi seguirem, sem deixar ruínas em meu castelo. Não vieram providos de guarda real nem vestimentas seculares, tampouco com um cavalo branco. Mas dispuseram das mais sutis qualidades de interação, de afeição e de emoção, fazendo-me sentir como uma princesa. Deixaram sua contribuição, para a minha ideal, real e infinita disposição de amar.
Pra mim, pra ti... Pra nós. Príncipes e princípios de ter um.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

110 anos, dia 6 e realidade...


É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas…
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o…
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga…
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça…
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o…
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida…Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, 
Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!
Cecília Meireles

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Fé Cega e Pé Atrás


É preciso fé cega e pé atrás

Olho vivo, faro fino e... tanto faz...
É preciso saber de tudo e esquecer de tudo:
Fé cega e pé atrás

Tá legal, eu desisto: tudo já foi visto
Olhos atentos a qualquer momento: é preciso acreditar


Tudo bem, eu acredito: tudo já foi dito

Olhos atentos a todo movimento: é preciso duvidar
Viver não é preciso e nem sempre faz sentido
É preciso muito mais fé cega e pé atrás


A neblina encobre o Cristo e a lagoa se ilumina


Na outra janela o sol sempre brilha
O risco é calculado: videoguerra, vídeoreinodoscéus
Videoguerra, vídeoreinodoscéus



É preciso fé cega e pé atrás

Olho vivo, faro fino e... tanto faz...
É preciso saber de tudo e não pensar em nada
Fé cega e pé atrás

sábado, 22 de janeiro de 2011

In...Out

Fascínio! Essa imagem e simbolismo me proporcionam total fascínio.

"Um existe no outro."